Desde os tempos mais remotos, o homem vem prezando pelo seu bem estar. E isso envolve um dos nossos instintos primários, a busca pela alimentação.
A nossa alimentação atual, é resultante de uma miscigenação cultural, e não deve ser vista apenas como um meio de “acabar” com a fome, os alimentos não são somente alimentos.
Existe um ato nutricional atrelado à alimentação, um ato involuntário, o que nos faz ver que além de se alimentar, nós estamos ingerindo nutrientes importantes para a manutenção e promoção da saúde.
A busca pela alimentação seja para saciar a fome ou nutrir-se adequadamente, tem se adequado à época vivenciada pela humanidade em geral, que vai das condições de higiene e saúde precárias da Idade Média à intensa preocupação com a qualidade higienico-sanitario na produção dos alimentos nos dias de hoje.
Esta última preocupação pode ser observada com a expansão do consumo de alimentos fora do domicílio na década de 90. Devido, principalmente às mudanças no estilo de vida, à maior participação da mulher no mercado de trabalho e à concentração populacional nos grandes centros urbanos.
E cursando com o aumento da alimentação fora de casa, entramos em uma época de transição nutricional, onde a desnutrição prevalente em países subdesenvolvidos deu espaço às doenças crônico-degenerativas (diabetes, hipertensão, obesidade, etc.) no mundo inteiro, sem distinção de classe econômica.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, em 2000, a obesidade é doença de maior risco, além de ser considerado um dos problemas contemporâneos de saúde mais negligenciados em todo o mundo.
Em 1995, estimava-se que havia, em todo o mundo:
- 200 milhões de adultos obesos;
- 18 milhões de crianças menores de cinco anos com sobrepeso;
E no ano de 2000, o número de adultos obesos subiu para mais de
300 milhões.
Mediante os fatos expostos, podemos destacar dois grandes vilões da alimentação atual: as condições precárias higienico-sanitario de produção dos alimentos fora de casa e o crescimento descontrolado das doenças crônico-degenerativas, principalmente da Obesidade.
Estes "vilões" tem incentivado a profissionais da área e indivíduos preocupados com sua saúde a buscarem uma alimentação segura, saudável e adequada ao seu rendimento financeiro, lembrando que a promoção e a formação de hábitos alimentares devem ser estimulados pelos profissionais da area da saúde, principalmente na infância, que é onde todos os hábitos alimentares são formados, constituindo importante componente na promoção, manutenção e melhoria da saúde e qualidade de vida.
Fonte:
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS)- Brasil (Informativo)
Disponivel em: http://www.opas.org.br.
VEIGA, C.F. et al. Estudo das condições sanitárias de estabelecimentos comerciais de manipulação de alimentos do município de Maringá, PR. Revista Higiene Alimentar, v.20, n.138, p.28-35, jan. / fev. 2006. Disponivel em: http://www.higienealimentar.com.br.

3 comentários:
Bom saber que vc faz nutrição! Se vc se dedicar messsmo, te deixo ser meu nutricionista particular... uahahuahua
Eu acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com a saúde!
\omg eu to obeso =O
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